O pentelho. Pentelho mesmo, sentido literal. Estava lá. No mictório. Pentelho crespo. Não há pentelho liso, né. Estava lá. Na borda, quase caindo dentro. E que tinha eu de ver aquilo? Quase travei a vontade de mijar. Quando veio o jato, mirei nele, o pentelho, o inimigo insistente. Quem seria o dono? E como é que ele se soltou das partes baixas indo parar ali? Asco. Mirei no fio crespo. Estava colado mesmo. Não descia junto com meu mijo cor de ouro. Parecia uma assinatura. Igual a do Duchamps no mictório dadá. A fonte dadá, engolidora de mijo. E se... o Duchamps tivesse assinado sua obra dadaísta com seus pentelhos? O escândalo seria maior, certamente, mas teria apelo ainda mais eloquente. Meu pensamento estava sendo dadaísta também, destruindo qualquer pensamento sobre estética, qualquer beleza sobre a vida. Meu pensamento, alimentado pelo que o pentelho alheio me provocou, me mostrava o animalesco em mim, ali, diante da fonte, feita para eliminar o que sai de minhas entranhas e que já não me serve. Pensamento pentelho esse, que me joga na cara o animal que sou. Sem fineza alguma. Saí do transe, fechei a braguilha. Olhei novamente o mictório. O pentelho havia sumido.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Lapa
Moro na Lapa.
Não a boêmia
dos malandros de outrora,
nem a caliente
do beco do Bandeira.
Moro na Lapa
do meu tempo.
Os arcos estão lá.
O bondinho sobre eles.
A igreja do Carmo
impávida,
com sinos
que não soam mais.
E os mendigos em volta,
nômades urbanos
quase imperceptíveis.
E os meninos cheiram cola,
imersos no mundo de Alice.
E os bêbados caídos,
ausente de si.
E as meretrizes arreganham
bocas desesperadas.
E os travestis seminus
escondem apenas o escondível.
E as senhorinhas comportadas
querem cegueira pro incabível.
E a maconha na escadaria
dá aos azulejos do Selarón
ainda mais psicodelia...
Ah, Lapa!
Você não toma juízo mesmo!
Não a boêmia
dos malandros de outrora,
nem a caliente
do beco do Bandeira.
Moro na Lapa
do meu tempo.
Os arcos estão lá.
O bondinho sobre eles.
A igreja do Carmo
impávida,
com sinos
que não soam mais.
E os mendigos em volta,
nômades urbanos
quase imperceptíveis.
E os meninos cheiram cola,
imersos no mundo de Alice.
E os bêbados caídos,
ausente de si.
E as meretrizes arreganham
bocas desesperadas.
E os travestis seminus
escondem apenas o escondível.
E as senhorinhas comportadas
querem cegueira pro incabível.
E a maconha na escadaria
dá aos azulejos do Selarón
ainda mais psicodelia...
Ah, Lapa!
Você não toma juízo mesmo!
sábado, 14 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
lighthouse between two worlds (farol dos dois mundos)
lighthouse between two worlds (farol dos dois mundos)
Upload feito originalmente por cláudio rodrigues
quinta-feira, 5 de maio de 2011
10 perguntas insolentes
1. A Verdade alguma vez duvidou de si mesma?
2. O Ódio odeia ser odiado?
3. Tolerância demais não chega a ser intolerante?
4. É verdade que a Mentira não tem pernas para maratona?
5. Riqueza não põe mesa, e Pobreza... põe?
6. A Alegria nunca precisou de um calmante?
7. Tem coisa mais chata que a Chateação?
8. Será que Deus tem um ficheiro para arquivar Preces recebidas?
9. O que fazer quando a Esperança é a primeira a desistir da espera?
10. Por que o Amor em demasia se enfastia de si?
2. O Ódio odeia ser odiado?
3. Tolerância demais não chega a ser intolerante?
4. É verdade que a Mentira não tem pernas para maratona?
5. Riqueza não põe mesa, e Pobreza... põe?
6. A Alegria nunca precisou de um calmante?
7. Tem coisa mais chata que a Chateação?
8. Será que Deus tem um ficheiro para arquivar Preces recebidas?
9. O que fazer quando a Esperança é a primeira a desistir da espera?
10. Por que o Amor em demasia se enfastia de si?
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Hoje o dia é de lacuna
Me diz por que................................................. Me explica o que acontece quando................................... E se eu não puder mais.......................................? Sei lá, a vida é cheia de ......................e de......................! Não quero, nem posso mais ficar............................... De repente, .......................... Amanhã vai ser um outro dia de............................ Entretanto, qualquer um de nós pode.................... E não adianta vir com essa de.....................................: tudo é tão............................................... Tudo é mais ou menos.................... Tudo é assim.................................... Nem mais nem menos. Só quero que as coisas não.............................................................. Agora, lá fora está.................................. Aqui dentro também as coisas............................... Sei lá, a vida é cheia de .................................................... Você compreende esse....................................? Você está preparada para entender que............................? Você tem certeza do que ...............................? Só sei que a vida é cheia de ..........................................
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Tempo estranhamente suspenso
Ontem, de madrugada, eu estava terminando de ler Cangaceiros, do José Lins do Rego, e não queria acabar a leitura (faltavam só umas 30 páginas). Sabe quando você não quer que a narrativa acabe e vai sorvendo tudo muito calmamente, já com uma saudade? Eis que a notícia da possível morte do Osama foi pretexto para parar minha leitura, adiar. As imagens do cangaço, dos mata-cachorros atrás dos cangaceiros, dos coronéis no sertão acoitando polícia ou bandido, os cantadores, os jornalistas do sertão, que cantavam e aumentavam os feitos, o menino Bento, filho dos Vieira, amaldiçoados por terem delatado o santo da Pedra Bonita, enviado de Deus. O menino querendo fugir da sina da família de cangaceiros. O Osama, os EUA, a imprensa mostrando fotos falsificadas do criminoso, o presidente Obama pronunciando que foi feita justiça, o corpo do bandido numero 1 do mundo, não documentado, in-visível à imprensa, não enterrado, mas mergulhado no mar, dissolvido para não deixar vestígio, os EUA em êxtase, a Europa civil calada, euquanto os líderes mundiais se pronunciam... O mundo é um sertão, de loucos, santos, bandidos, trovadores. E nós, aqui, procurando narrativas, produzindo as nossas. Esse tempo suspenso, abafado, com um céu nublado quase querendo desabar sobre nós. Sei não. Não sei.
Acompanhe este diálogo no facebook.
O Quem
Quem pôs fogo no arco-íris? Quem modelou a montanha?
Quem deu transparência à água? Quem mediu a distância exata para que a terra recebesse a luz do sol sem queimar os viventes? Quem mergulhou a terra no azul?
Quem calculou o giro dos astros? Não se chocarão jamais? Quem espalhou as primeiras sementes no manto da terra? Quem vestiu os animais com pelos? Quem espalhou neve pelas altas montanhas? Quem construiu os reservatórios de águas nas nuvens?
Foi o Quem.
O Quem soberano, excelso, incriado, poderosamente invisivel e do qual somos feitos.
O Quem absoluto.
Foi o Quem, que não tem nome porque é tudo; não tem forma porque é toda forma; não tem voz porque é todo ruído e fala e canto.
Foi o Quem, princípio de tudo e fim em si mesmo. O Quem, que não quer louvores, que não quer lamúrias, que não precisa de ação de graças de ninguém.
O Quem é. E não precisa, absolutamente, de preces.
Quem deu transparência à água? Quem mediu a distância exata para que a terra recebesse a luz do sol sem queimar os viventes? Quem mergulhou a terra no azul?
Quem calculou o giro dos astros? Não se chocarão jamais? Quem espalhou as primeiras sementes no manto da terra? Quem vestiu os animais com pelos? Quem espalhou neve pelas altas montanhas? Quem construiu os reservatórios de águas nas nuvens?
Foi o Quem.
O Quem soberano, excelso, incriado, poderosamente invisivel e do qual somos feitos.
O Quem absoluto.
Foi o Quem, que não tem nome porque é tudo; não tem forma porque é toda forma; não tem voz porque é todo ruído e fala e canto.
Foi o Quem, princípio de tudo e fim em si mesmo. O Quem, que não quer louvores, que não quer lamúrias, que não precisa de ação de graças de ninguém.
O Quem é. E não precisa, absolutamente, de preces.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Verbo de estado
Ontem,
a tarde riscou
o céu de um
vermelho-carmim.
Qual serpentes
traiçoeiras,
escorreram
pingos de tinta,
traiçoeiras,
escorreram
pingos de tinta,
manchando
as linhas das montanhas
as bordas dos prédios
e as asas dos
marrecos selvagens
que voavam em bando.
Para onde iam?
Hoje,
a tarde borda
uma toalha cinza
com finíssima linha
de um sereno que
traceja a paisagem.
Não há tristeza
nem alegria.
Não há dor
nem prazer.
Tudo é, como se o
tempo fosse anulado
e só mostrasse
o instante
do verbo de estado.
sábado, 23 de abril de 2011
Sertânica
saudade do sol do sertão, de suas casinhas tortas, caiadas de branco, das igrejinhas de uma torre só, do sino tocando nas ave-marias, do ipê-rosa que colore os dias quentes contrastando com a terra seca, das cercas de varas esquecidas, dos cactos com suas mãos para cima. O sertão longe, fundo, mítico, onde o sol é o rei.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
ainda a poesia
quem disse que
só é poesia
a noite escura...
que ela é do tempo
das incertezas...
que mora
no recôndito das nuvens
depois do sol
na fresta intervalar
das cores do arco-íris...
quem disse que
a poesia habita
as bordas do
incompreensível...
não percebeu
que..
na lama do pântano
no cheiro do ralo
na luz que ofusca
no fundo do poço
no gato esguio
na lâmina da navalha
que afia o dia...
existe poesia.
poesia não
se mede em anos-luz
mas em filigranas
de um assombro
inaugural.
só é poesia
a noite escura...
que ela é do tempo
das incertezas...
que mora
no recôndito das nuvens
depois do sol
na fresta intervalar
das cores do arco-íris...
quem disse que
a poesia habita
as bordas do
incompreensível...
não percebeu
que..
na lama do pântano
no cheiro do ralo
na luz que ofusca
no fundo do poço
no gato esguio
na lâmina da navalha
que afia o dia...
existe poesia.
poesia não
se mede em anos-luz
mas em filigranas
de um assombro
inaugural.
terça-feira, 19 de abril de 2011
essa tal de poesia III
quero a poesia
ao rés do chão
abaixo dele até
no submundo
nos subterrâneos
da complacência
lá onde
metáfora alguma
consegue chegar
e as hipérboles metonímicas
personificantes
não a alcancem
porque antes
morreram por asfixia.
quero essa poesia
destituída de florilégios
e ornatos.
quero a poesia
bem escatológica
mesmo.
qualquer vestígio
de divindade
longe dela.
(Sarca Ardente, a photo by cláudio rodrigues on Flickr.)
essa tal de poesia II
Não quero mais bater cabeça
com poesia hermética
fechada
feito sardinha enlatada.
Não quero mais
ter elevada
minha santa ignorância
diante da poesia
que não fede nem cheira.
se ela vier até mim
para me humilhar
fique logo sabendo:
vou mandá-la tomar
lá onde as patas
tomam.
com poesia hermética
fechada
feito sardinha enlatada.
Não quero mais
ter elevada
minha santa ignorância
diante da poesia
que não fede nem cheira.
se ela vier até mim
para me humilhar
fique logo sabendo:
vou mandá-la tomar
lá onde as patas
tomam.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
essa tal de poesia
me disseram, não sei quem,
que a poesia é um bicho
arredio pra burro.
que ela não se mostra assim
tão fácil
não anda assim
tão desfrutável
em qualquer boca.
achei isso de uma arrogância.
se a poesia tivesse nariz
o nariz dela vivia empinado?
me disseram, não lembro quem,
que a poesia vive nas sombras
nos becos mais tortuosos
de um país inalcansável.
esquiva como o quê
ela, a poesia, não
se veste de qualquer palavra não se
alimenta de qualquer linguagem
nem se prende em algum
anzol de sentido.
a poesia nao peida nem caga
porque não tem cu
tem é uma tal de
cloaca.
que a poesia é um bicho
arredio pra burro.
que ela não se mostra assim
tão fácil
não anda assim
tão desfrutável
em qualquer boca.
achei isso de uma arrogância.
se a poesia tivesse nariz
o nariz dela vivia empinado?
me disseram, não lembro quem,
que a poesia vive nas sombras
nos becos mais tortuosos
de um país inalcansável.
esquiva como o quê
ela, a poesia, não
se veste de qualquer palavra não se
alimenta de qualquer linguagem
nem se prende em algum
anzol de sentido.
a poesia nao peida nem caga
porque não tem cu
tem é uma tal de
cloaca.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
GALOPE
Cavalo de santo
Cavalo de troia
Cavalo do motor
Cavalo-marinho
Cavalo-de-frisa
Doses cavalares
Ca - va - lo
Ando a galopes e
aos tropeços vou
cumprindo uma sina
malsinada
encalacrada na seca
dor de existir.
Minha existência não
pode ser compatilhada
com seu ninga
sou meu próprio
cavalo-de-batalha
Só eu
me tenho
ninguém mais
Cavalo do motor
Cavalo-marinho
Cavalo-de-frisa
Doses cavalares
Ca - va - lo
Ando a galopes e
aos tropeços vou
cumprindo uma sina
malsinada
encalacrada na seca
dor de existir.
Minha existência não
pode ser compatilhada
com seu ninga
sou meu próprio
cavalo-de-batalha
Só eu
me tenho
ninguém mais
(Cavalos, a photo by cláudio rodrigues on Flickr)
sexta-feira, 25 de março de 2011
poema para "ARQUEOLOGIA DE UM TSUNAMI"
O meu velho amigo piano
jaz no lago
com suas medrosas teclas
ponta de iceberg silencioso.
Aquele antigo vinil
guardado como uma relíquia
está quebrado junto às pedras
da calçada
silencioso.
O tiranossauro do meu filho
perdeu as patas
já não ruge.
O romance preferido
da minha esposa
virou encharcada flor
na poça de lama
e as letras se turvaram,
silenciosas para sempre.
Nossas lembranças se espalharam
pela cidade, nas fotografias
que a água levou.
A prancha de surf retornou;
meu filho, não.
Seu espírito surfa
nas silenciosas ondas.
Também o elefante da sorte,
o mangá favorito,
o notebook, a câmera fotografica,
o controle do game...
todos
em uníssono
silêncio
jaz no lago
com suas medrosas teclas
ponta de iceberg silencioso.
Aquele antigo vinil
guardado como uma relíquia
está quebrado junto às pedras
da calçada
silencioso.
O tiranossauro do meu filho
perdeu as patas
já não ruge.
O romance preferido
da minha esposa
virou encharcada flor
na poça de lama
e as letras se turvaram,
silenciosas para sempre.
Nossas lembranças se espalharam
pela cidade, nas fotografias
que a água levou.
A prancha de surf retornou;
meu filho, não.
Seu espírito surfa
nas silenciosas ondas.
Também o elefante da sorte,
o mangá favorito,
o notebook, a câmera fotografica,
o controle do game...
todos
em uníssono
silêncio
| confira essas belas imagens clicando no título do poema |
sexta-feira, 11 de março de 2011
Das cores do céu
| Via-láctea, pintura digital a dedo, no iPad. |
Um dia, nao faz tanto tempo, desejei ser astrônomo. De tanto olhar para o céu noturno, e ver o colorido das estrelas, de tanto dar nó na camisa ao ver cometas riscarem o infinito, de tanto ver o caminho de leite derramando-se de oeste a leste.
Eu tinha decidido que seria astrônomo, cuidaria dos astros, contaria constelações, mapearia nebulosas e buracos negros, descobriria novas galáxias repletas de planetas habitáveis, como a Terra. Vivia mesmo de cara pra cima, feito tonto, olhando nuvens, observando as nuances do brilho do sol na atmosfera. Foi nessa época que a professora pediu para fazermos um desenho bem bonito de uma paisagem. Fiz montanhas repletas de palmeiras, fiz casinhas tortas fincadas em ruas também tortas. Pintei um céu magnífico, bem vermelho, com leves rajadas de lilás.
No outro dia, a professora me chamou, apontou para meu desenho, o dedo bem no meu céu, e disse: "sua pintura está legal, mas essa cor não serve para pintar céu." Antes que eu perguntasse o porquê, ela logo completou: "Cor do céu é azul, menino". Peguei meu desenho, guardei bem guardado na minha pasta e saí pensando se a professora nunca tinha visto céu de entardecer ou céu que está perto de desabar uma chuva.
Decidi que nunca pintaria céu azul, nunquinha. Meu céu podia ser amarelo, vermelho, verde até . Mas azul não; azul era cor de todo mundo e meu céu não podia ser assim tão presentificável, tão dado a qualquer um, tão bobo. Isso só me fez aumentar o desejo de ser estudante de astros.
Mas o que eu não sabia era que pra estudar os astros seria preciso fazer complicados cálculos matemáticos, precisava saber muita coisa de física. E eu nunca consegui fazer a conta mais simples. Será que quem criou o mundo antes fez projeto dele e realizou inúmeros cálculos? Que graça tem nisso? O mundo foi feito para ser apreciado, não calculado.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Casulo
Por que não deram grandes
meses que durem um ano?
Quem desperta o sol que dorme
sobre a cama abrasadora?
(Livro das perguntas, Neruda)
meses que durem um ano?
Quem desperta o sol que dorme
sobre a cama abrasadora?
(Livro das perguntas, Neruda)
É, meu velho blog. Te botei pra compostar, né? Falta do que falar? Falta do tempo? Falta de coragem? Faltas. No plural. Ausências fecundas. A vida não é feita só de textos, mas sobretudo de silêncio. Calo para o mundo, mas aqui dentro tenho cada metro cúbido do meu ser preenchido de sinfonias e barulhos. Vozes minhas de outrora, vozes mais recentes, esboços de vozes... dialogam, gritam, vociferam, cantam, murmuram, cochicham, resmungam...
Aos poucos vou querendo me dar conta das vozes aqui fora. Aos poucos.
Porque ainda permaneço no casulo de mim.
Porque ainda permaneço no casulo de mim.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
O brilho da D'alva
Que brilhe uma estrela em 2011. E a sua luminosidade nos aqueça a todos. E aprendamos a também ser luz.
sábado, 1 de janeiro de 2011
inspiração!?
Este é o quadro de Matisse:
E este é o logo vencedor para representar as olímpiadas Rio 2016:
Resumindo: nada se cria, tudo se copia... ainda que inconscientemente. Feliz 2011, Brasil.
E este é o logo vencedor para representar as olímpiadas Rio 2016:
Uma ciranda humana que sugere a figura do pão-de-açúcar. Bonito e leve está. Mas bem que poderiam dizer que se inspiraram no Matisse, não? De qualquer modo, a escultura dessa logo é perfeita, e é essa a inovação na marca, sua tridimensionalidade. Só isso. Aliás, basta ir no Jardim Botânico do Rio para ver que a pintura da ciranda do Matisse está lá, em escultura tridimensional, conforme minha foto aqui:
Resumindo: nada se cria, tudo se copia... ainda que inconscientemente. Feliz 2011, Brasil.
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