sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O brilho da D'alva


Casebre
Upload feito originalmente por cláudio rodrigues
Que brilhe uma estrela em 2011. E a sua luminosidade nos aqueça a todos. E aprendamos a também ser luz.

sábado, 1 de janeiro de 2011

inspiração!?

Este é o quadro de Matisse:

E este é o logo vencedor para representar as olímpiadas Rio 2016:


Uma ciranda humana que  sugere a figura do pão-de-açúcar. Bonito e leve está. Mas bem que poderiam dizer que se inspiraram no Matisse, não? De qualquer modo, a escultura dessa logo é perfeita, e é essa a inovação na marca, sua tridimensionalidade. Só isso. Aliás, basta ir no Jardim Botânico do Rio para ver que a pintura da ciranda do Matisse está lá, em escultura tridimensional, conforme minha foto aqui:


Resumindo: nada se cria, tudo se copia... ainda que inconscientemente. Feliz 2011, Brasil.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Últimos pedidos do ano

Ô, meu pai, o que fazer com os fantasmas dos dias mal-resolvidos? Como fugir de suas perturbações, de suas gargalhadas insanas e verdadeiras? Dá-me, meu pai, o poder para exorcizar dias perdidos, em que, por desprendida vontade, eu quis ser menos; dias em que, por pura prepotência, amei a abnegação.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pedido

Estou cheio de palavras. No entanto o silêncio me domina. E só peço que o Ano-Novo me traga a medida certa para falar e para calar. Que eu não cale quando for hora de falar, nem fale quando o momento for de contemplação. Que eu fale a palavra certa, cabível ao mundo, a palavra que falta. Que cale para ouvir as cores do meu silêncio, a sua suavidade.
Que venha o Ano-Novo cheio de graça!

Amém. Axé. Aleluia.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Bethlehem star, Estrela de Belém

Que surja uma nova estrela do Oriente e nos oriente o caminho, porque os homens não sabemos mais viver o Natal. E o mundo anda escuro demais. Que brilhe a estrela de Belém novamente no coração da humanidade. Temos sede de luz. Feliz e abençoado natal!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sugar-loaf, Rio, Brazil

O Morro da Urca abraça o Pão-de-Açucar. Se você reparar bem, parece uma mulher deitada na beira da praia numa pose provocante. No mar imóvel de Botafogo os barcos desejam ser onda.






Sugar-loaf, Rio, Brazil
Upload feito originalmente por cláudio rodrigues

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lapa Rio bonde


Lapa Rio bonde
Upload feito originalmente por cláudio rodrigues
Esta é a Lapa. Bairro barroco, onde o sagrado e o profano se confundem. O rico e o pobre se misturam. O desvario e o desterro se completam. A Lapa é o paradoxo por excelência. Outrora lugar da malandragem; hoje, palco das tribos urbanas. Atrás do aqueduto, a pesada estrutura cônica da Catedral constrasta com a leveza dos arcos e a alegria do bondinho.

sábado, 18 de dezembro de 2010

na medida do (im)possível.

- Na medida do possível
quero estar contigo.
- Como assim?!
O possível é o provável,
uma régua finita.
Quero a desmesura,
as impossibilidades
do medir.
E também...
Quem pode querer um amor
assim, com seu começo e fim
já delimitados?
O que me lança no amor
é uma promessa
que me aponta o infinito.
E o infinito não tem régua.
Quem há de querer
amor que se esvai
com a tênue linha
do horizonte?
Sem reservas supõe
"sem régua".
Se tu só podes me amar
na medida do possível,
então deixa-me fora disto:
Meu querer será sempre
na medida do impossível.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Até não poder mais.

Eu posso.
Quando quero, posso.
Isso consola minha dor
Isso consola todas
as minhas palpitações.
Minhas dúvidas podem
não ser respondidas,
mas certamente as caricias
desse poder as conforta.
Vejo uma formiga
Ela carrega mil vezes
o seu peso.
Vejo um sebinho apressado
constrói um ninho com
milhares de gravetos.
Vejo uma semente
que foi inchando e
explodiu o maravilhoso
como se fora a explosão
de mil sóis.
E então não sou digno
de poder?
Não posso viver
o poder benignamente
até não poder mais?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Brincadeira de criança

Se o universo é infinito
se não existe régua
para medir espaço e tempo
pode-se dizer que
o mundo é uma criança-eterna
a brincar de criação
a inventar maravilhas
para satisfazer
suas vontades novidadeiras.
Criança birrenta, eufórica
cheia de melindres
e espanto.
Vai ver por isso
o Hubble conseguiu uma proeza:
capturou a criança eterna
fazendo bolha-de-sabão
numa galáxia vizinha.

Veja a matéria aqui.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Tempo de espera

Advento.Tempo de espera. Esperamos tanto. Sempre. O homem foi feito para esperar, nem sempre pelas mesmas coisas. Somos seres de promessas. O olhar humano não quer horizontes. Enxerga além. Enxergar além significa ver com olhos de ânsia. Sentir com as marcas de fé. É uma aposta. Salta-se, esperando que lá embaixo haja pouso seguro. Isso constitui um risco. Só os suficientemente corajosos realizam esse salto. Só os suficientemente desapegados pulam. Advento é tempo de renovar a espera. Dê o salto inaugural!




redsun2
Upload feito originalmente por cláudio rodrigues

Redsun


Redsun
Upload feito originalmente por cláudio rodrigues
À hora tardia, o sol resiste. Círculo sanguíneo derramando-se nos azuis.
Ave-Maria.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mandacaru

No sertão, mandacaru anuncia advento. Flor branca diz que chuva se faz no poente e deseja ser terra. A brancura entre espinhos anuncia tempo novo! "Que as nuvens se abram e façam chover justiça. O orvalho umedeça a terra e brote a esperança!"








Mandacaru
Upload feito originalmente por cláudio rodrigues

Corcovado


Corcovado
Upload feito originalmente por cláudio rodrigues
O Cristo do Corcovado, braços abertos sobre a cidade. A paz inquieta lá embaixo numa luta armada. Um dia paz não será mais ausência de guerra. Oxalá!

Tcham nam!

Este e meu primeiro post usando como ferramenta este incrível iPad. Fantástico o mundo tecnológico! O tablet faz quase tudo mesmo e tem o tamanho de um livro. Maravilha das maravilhas! Aonde chegaremos, santo deus!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

horas

há muito tempo deixei
de perguntar as horas.
hora não sabe dizer-se.

frescuras

Aquela estradinha
que ia dar no canal
onde nós, crianças,
nos refrescávamos
nas tardes domingueiras
era para nós
itinerário de safadezas.
Porque a gente não
apenas se refrescava
como também
frescava muito.
Tibungando na água
barrenta a gente
brincava de conceber
o mundo.
O que seria da vida
se não fossem
certas frescuras?

canto em silêncio

Quando dentro de mim
 a noite baixa sua tenda
e a chama que estava acesa
no meu peito se apaga
é hora de lembrar que
um dia minha voz
de criança santa entoou
cantos sacros
e encheu de paz a terra
dos homens sedentos
de glória.
Aquela criança que
respirava a música dos anjos
mora dentro de mim,
bem escondida
e acende a chama
que me queima.
No entanto, estou mudo
não tenho mais sua voz.
E ela me diz que a
verdadeira voz
habita a casa do silêncio.