terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Presentes quase impossíveis

- Mãe, se eu te pedir uma coisa, cê me dá?
- Claro, filho, qualquer coisa.
- Qualquer TUDO mesmo?
- Bem...qualquer tudo é coisa demais, filho!
- Então não pode me dar qualquer coisa...
- Posso... qualquer coisa que esteja ao alcance da mãe.
- Tipo assim... cê não pode me dar a lua...
- Posso sim, olha pela janela, a lua tá lá longe, mas agora está dentro dos seus olhos. É sua.
- Só minha?
- Só sua. Estou vendo ela dentro dos seus olhos. Agora voce é meu menino dos olhos de lua.
- Mesmo, mãe!
-Mesmo mesmo. E tem mais, são duas luas dentro de você. Uma para cada olho.
- Uau! E se eu te pedir mais uma coisa, cê me dá?
- Pede, filho!
- Se eu te pedir o mar?
- Dou sim, espera aí que a mãe já volta com ele -  vai até a cozinha, pega uma pitada de sal joga num copo de água e volta para o quarto.
- Pronto, prove está água. Se você sentir o gosto do sal é porque o mar cabe dentro de você.
- Senti o sal, mãe. Mas não vi o mar dentro de mim.
- Todo sal é água pronta para ser mar outra vez, filho. Agora pegue essa concha e coloque no ouvido...
- Estou ouvindo as ondas, mãe!
- Então significa que o mar está dentro de você agora.
- Bacana.Sou um menino-mar.
- E agora é hora de dormir. Amanhã te  dou o mundo, se você quiser.
-Não quero mais nada, mãe. Só uma coisa.
- O quê?
- Um beijo da melhor mãe do mundo.
A mãe beijou o filho com ternura, beijo quente com sabor de super-mãe, apagou a luz e o menino dormiu.

1 comentários:

g3m disse...

De tão lindo, chorei!