domingo, 5 de janeiro de 2014

fim de ano e as pessoas estão preocupadas demais com o que vestir, beber e comer na virada. Esquecem, ou nem sabem, que a "virada" deve acontecer de dentro para fora. não há cor que possa colorir um coração nublado. nenhum amarelo vai iluminar de alegria uma cabeça mesquinha. nenhum vermelho vai renovar o sangue, como vinho novo, de quem vive e chora o passado. nenhum verde vai cumular a esperança... de quem não aposta nem em si, nem no mundo. nenhuma pirotecnia poderá refulgir numa alma que, de tão pessimista, só vê a escuridão no céu noturno, nunca sonha com o fulgor e as possibilidades das constelações. para virar o ano, data mais simbólica que real (visto que o tempo não se pode medir), é preciso ficar às avessas, como roupa que se põe ao contrário para que a limpeza aconteça em profundidade. é preciso sondar o mais profundo do oceano interior, vinte mil léguas submarinas de si mesmo. e, lá, bem distante, nessa vastidão que é você mesmo, estarão todas as cores que você busca. porque não é uma virada de ano que pode tudo. é você.

3 comentários:

Cris Coelho disse...

Vim conhecer o seu trabalho e concordo com você. Não devemos perder tempo com mudanças exteriores se o nosso interior não muda. Parabéns pelo seu dom e que 2014 lhe traga grandes oportunidades. Um abraço.

claudio rodrigues disse...

oi, Cris. obrigado pela visita e, sobretudo, pele retorno. assim, sei que posso continuar meu exercício de escrita, aprendendo com vocês.

claudio rodrigues disse...

oi, Cris. obrigado pela visita e, sobretudo, pele retorno. assim, sei que posso continuar meu exercício de escrita, aprendendo com vocês.