sábado, 14 de novembro de 2009

2012

Depois de enfrentar uma semana que começou com um colapso na energia e que me fez lembrar um pouquinho do fim do mundo, pra fechar com chave de ouro, encerro minha semana assistindo o 2012, o filme. To atordoado até agora. Eletrizante, humanamente inverossímil, mas deixa a gente perplexo diante do possível fim e do poder da natureza, essa sim, maravilhosa no filme. De uma monstruosidade absurda (na verdade, o homem é o monstro aí).
A ideia de acabar com água é legal, o planeta vira uma sucessão de tsunamis que vão engolindo em poucas horas os continentes. O Cristo Redentor desaba diante do poder das águas.
Se o mundo vai acabar com água de novo, é claro que ressurge aí a ideia da arca de Noé. Ótima sacada! O problema é que não há tempo suficiente para a humanidade toda se salvar. Quem serão os escolhidos? Os eleitos para a perpetuação da raça humana são avisados, dois anos antes. Digo logo que no filme, nós, os sul-americanos não escapamos, morremos todos.
O problema desses filmes é que o cinema americano não consegue viver sem fabricar heróis. Então, já viu né: junte as artimanhas de todos os filmes do 007 e multiplique à potência máxima e vai ver os protagonistas do filme em ação. Aí é que não dá mesmo pra aguentar. Raios, fogo, prédios explodindo e desabando, o mar engolindo a terra. E nossos heróis lá, quase ilesos.
Eu queria saber o que se passa na cabeça de um roteirista desses ao fazer gente que não deveria existir nem na ficção. Dá raiva!

4 comentários:

JUVENAL BERNARDES disse...

Já viu aquele negócio de "não vi e não gostei"? Pois é, eu sou assim diante desses filmes pipocalípticos norteamericanos e, acho, não vai ser diferente diante desses.
E a história começou há uns dois anos, quando, numa aula, uns alunos falavam de 2012 como ano cabalísticos, profecias maias, etc. & tais. Eu torci o nariz, falei da besteira e, nostradamicamente, previ que podia ser jogada pra um filme. Cravei na mosca (os meus alunos são prova disso!!! juro!!! quero ir no faustão!!!).
Claro que o tema do fim do mundo partindo de uma reação natural às besteiras humanas é bem legal e dá pra puxar a meada do impacto das ações humanas de agora no futuro (próximo ou não). E, de quebra, da pra discutir o americanismo heróico que esses filmes querem vender nas sublinhas.
Vai ser legal... só que o mundo NÃO PODE ACABAR EM 2012. Afinal, eu estarei completando meus 50 anos justo no São João desse ano.
Abraços, amigo. E manda abraços pros passarinhos-anjos, cuja história me encantou muito.

Ana Tapadas disse...

Que beleza, encontrar aqui um comentário ao 2012. Os meus alunos comentaram comigo sobre o filme, mas eu ainda não vi.
Beijinho

Renata Luciana disse...

Já a algum tempo assito os filmes europeus e nacionais (rs). Tantinho de assovios para os 'filhotes'.

Gerana Damulakis disse...

Gostei do cartaz do filme, uma foto incrível. Ele mesmo, o filme, não quero assistir nem amarrada.